sábado, 31 de dezembro de 2011

11.202 páginas

Como sempre, no final do ano gosto de fazer uma lista dos livros que li no semestre, como em julho eu não fiz, resolvi fazer do ano todo. Outubro e novembro foram meses complicados na faculdade e li pouquíssimo, mas todos os livros lidos estão divididos por meses.

JANEIRO
A cabeça de Steve Jobs - Leander Kahney
Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier, espírito André Luiz
A Arte da Guerra – Sun Tzu
Faz parte do meu show – Robson Pinheiro, Ângelo Inácio
Estética da Fotografia – François Soulages

FEVEREIRO
A Última Música - Nicholas Sparks
Bilionários por acaso: A criação do Facebook – Ben Mezrich
O Segredo – Rhonda Byrne
Podecrer! - Marcelo O. Dantas
A Arte de virar a página - Adriana Falcão

MARÇO
Lendas e Segredos do Rock - Sérgio Pereira Couto
Illustration Now! Vol. 3 – Julius Wiedemann
Illustration Now! Vol. 2 – Julius Wiedemann
Os Sertões – Euclides da Cunha
O burro e a pele de leão – Roberto Belli
A galinha dos ovos de ouro – Roberto Belli
Cinderela – Cristina Marques
Branca de Neve –
A raposa e o galo – Roberto Belli

ABRIL
A Moreninha – Joaquim Manoel de Macedo
Questões de Arte e Comunicação – Cilene Maria Potrich, Hercílio Fraga de Quevedo (org)
As Belas Coisas, Que é do Céu Contê-las – Dinaw Mengestu
Senhora – José de Alencar
Soul Love Á noite o céu é perfeito! - Lynda Waterhouse
A vida na porta da geladeira – Alice Kuipers
Iracema – José de Alencar
O Ateneu - Raul Pompéia
Na Margem do Rio Piedra eu sentei e chorei – Paulo Coelho
Tentada – PC Cast, Kristin Cast

MAIO
Queimada – P.C Cast, Kristin Cast
Desejo de Pânico - Laura Reese
Propaganda no rádio – Clóvis Reis

JUNHO
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
Pra Ser Sincero - Humberto Gessinger

JULHO
Inimigo Brutal - Jack Higgins
Não conte a ninguém – Halan Coben
Sandman: Despertar – Neil Gaiman

AGOSTO
Perfeitos - Scott Westerfeld
Gen: Pés descalços - Keiji Nakazawa
Gen Pés descalços: o dia seguinte - Keiji Nakazawa

SETEMBRO
Gen Pés descalços: O Recomeço - Keiji Nakazawa
Gen Pés descalços: A vida após a bomba Keiji Nakazawa

OUTUBRO
:~

NOVEMBRO
O Mundo de Vidro - Maurício Gomyde

DEZEMBRO
O menino do Pijama listrado - John Boyne
Faça como Steve Jobs - Carmine Gallo
1ª mostra talentos da comunicação – Bienal de São Paulo
Amor fora de hora - Katarina Mazetti
Alta Tensão - Harlan Coben
Talento Ilustração

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Resenha: Gen Pés Descalços



Livros: Gen Pés Descalços
Gen Pés Descalços: O Recomeço
Gen Pés Descalços: O Dia Seguinte
Gen Pés Descalços: A Vida Após a Bomba
Autor: Keiji Nakazawa
Ano: 1998

A série “Gen Pés Descalços” são quatro livros, mas com a história contada em forma de quadrinhos. No início, de 1973 a 1985, eram publicados em revistas e jornais, depois adaptados em dois filmes em forma de anime. Em 2007 foram adaptados para uma série de televisão e no Brasil a Editora Conrad publicou quatro volumes (Gen Pés Descalços, Gen Pés Descalços: O Recomeço, Gen Pés Descalços: O Dia Seguinte e Gen Pés Descalços: A Vida Após a Bomba).

A história acontece em Hiroshima e nos arredores da cidade, no ano de 1945, dias antes do ataque das bombas nucleares, onde Gen com seis anos de idade vivia com sua família. Depois que Hiroshima é destruída pela bomba, Gen e os sobreviventes são obrigados a lidar com a falta de comida e respeito, conseqüências da destruição.

Baseado em fatos vividos pelo próprio autor, Gen Pés Descalços é um excelente relato real do que realmente aconteceu naquele tempo.

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Série infantil animada pela catarinense Belli Studio será exibida no canal Cartoon

O projeto de animação Carrapatos e Catapultas, criado pelo escritor Almir Correia, foi um dos vencedores do concurso nacional AnimaTV/2009 e recebeu R$ 950 mil para a produção de 12 episódios de 11 minutos. A Belli Studio, de Blumenau, foi a responsável pela animação da série, produzida em parceria com a Zoom Elefante, do Paraná, e a produtora de áudio Astrolábio. A série, que já foi exibida durante todo o ano na TV Cultura e na Rede Brasil, passará a ser exibida no canal a cabo Cartoon Network Latin America a partir de 2012.

O período de produção aconteceu de março de 2010 a fevereiro de 2011, com a animação de um episódio de 11 minutos por mês, com qualidade HD. Cerca de 11 profissionais estiveram envolvidos na animação, produção de cenários, colorização, lipsync e montagem.

De acordo com Aline Muxfeldt S. Belli, diretora de Marketing da Belli, uma série de animação necessita de, no mínimo, 26 episódios para ser vendida no mercado internacional. “Este é o número ideal para que a criança consiga entender o conceito da série e memorizar os personagens da história”, comenta. O projeto, que já recebeu incentivo para a produção da primeira parte, conta agora com o fundo de investimento para Produção de Audiovisual para Televisão (Prodav), que irá financiar os próximos 13 episódios, com previsão para serem concluídos até 2013.

SINOPSE

Foto: Divulgação

A série Carrapatos e Catapultas se dá em uma outra galáxia, no Planeta Vaca, onde os carrapatos bicos-de-pato gostam principalmente de sugar gororoba, sucos e objetos com canudinhos, ficar se “catapultando” por aí e explodir, virando fantasmas que sobem pro “Mundo dos Carrapatos Fantasmas” (o paraíso para eles).

Bum e Bod são dois grandes amigos adolescentes que não engordam feito a maioria. Eles estudam e trabalham como estagiários. Nesse “mundo reino” não há automóveis e nem muitos objetos comuns no mundo humano. Inexplicavelmente tais objetos surgem do nada, após terremotos, e geralmente são catapultados como sucata alienígena para os lixões da cidade. Bum recebe toda noite uma ligação telefônica de sua mãe que já explodiu e mora agora no Mundo dos Carrapatos Fantasmas.
Projeto Carrapatos e Catapultas foi aprovado pelo Prodav, que irá finaciar mais 13 episódios da série
ANIMATV

O AminaTV é o primeiro programa de fomento à produção e teledifusão de séries de animação brasileira. O programa tem como objetivo estimular desenvolvimento da indústria brasileira de animação a partir da sistematização de ações que visam a geração de projetos em diversos pontos do país. O AnimaTV conta com ações regional de capacitação, articulação de um circuito nacional, dinamização da produção entre estúdios e a inserção da animação brasileira no exterior.

Em 2009, o concurso recebeu pré-projetos vindos de 17 estados brasileiros. Dos 257 projetos inscritos, 17 assinaram um contrato de co-produção de um episódio-piloto recebendo R$ 110 mil para a produção. Após a exibição dos pilotos, dois projetos foram selecionados e receberam R$ 950 mil para a produção de mais 12 episódios. Os produtores e autores também participaram de oficinas com consultores nas áreas de narrativa, arte, produção e comercialização. Além da série Carrapatos e Catapultas, o projeto Tromba Trem foi o outro selecionado para a produção de 12 episódios.

Série de animação será transmitida no canal a cabo Cartoon Network Latin America no próximo ano.

SOBRE A BELLI STUDIO


Desde 1999, a Belli atua no mercado de animação e ilustração para coleções de livros infantis, empresas de software, parques temáticos, quadrinhos, campanhas internas e projetos têxteis.

No portfolio da Belli Studio estão ainda os 21 episódios da série Betinho Carrero, o primeiro lançado em outubro/2011 pelo Beto Carrero World em seu canal no Youtube, além de mais de 50 curtas para as áreas editorial, empresarial e publicidade.

A Belli Studio faz parte da Brazilian TV Producers e desde 2009 frequenta eventos internacionais de produção e venda de conteúdo. Atualmente está em fase de negociação com uma produtora do Canadá para produção da série Histórias de Amor. “Esta série é voltada para o público adolescente e famílias, e apresenta uma visão contextualizada de casais arquetípicos que permeiam o consciente coletivo, que possui uma fonte rica e diversa, indo da ficcção a realidade: Bíblia, literatura e história”, adianta Aline. Serão 13 episódios de 22 minutos para cada tema.

Fonte: Noticenter

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Transporte Público de Blumenau

Tentei postar no facebook, mas tinha muitos caracteres. Restou-me o blog.

Hoje dei graças a Deus por não depender sempre de ônibus. Gostaria de entender o porquê de a Seterb e o Consorcio Siga quererem aumentar ainda mais a passagem, visto que a cada dia os ônibus de Blumenau estão mais detonados. Fora que os corredores de ônibus fazem os motoristas andarem acima da velocidade permitida, colocando em risco os passageiros quando dão uma freada.

Por volta das 14h25min, peguei o ônibus conhecido como “10”, Garcia – Aterro (carro com o número 1110) na Beira Rio, e ele estava todo vomitado. Além de nojento, isto é uma tremenda falta de respeito com os cidadãos que dependem do transporte público para se locomover. Pelo preço que se paga pelas passagens de ônibus nesta cidade, o mínimo que eles têm de oferecer é qualidade e higiene.

Tenho pena das pessoas que dependem do nosso precário transporte público, principalmente mais de uma vez por dia e em horários de pico.

(Arrependo-me de não ter tirado uma foto)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fé de menos


"Recebi um email de um ouvinte dos EUA, o Boris Kortiak, com um comentário interessante:

“Sempre que visito o Brasil vejo uma terra com enormes oportunidades, mas quando falo com as pessoas ouço apenas sobre os enormes problemas. Algumas vezes falamos sobre a mesma coisa, mas vista sob perspectivas diferentes. Como é possível que duas pessoas, olhando para a mesma coisa, vejam de forma tão diferente? O que acontece com os brasileiros para que olhem apenas o negativo e achem que as coisas são imutáveis, enquanto um estadunidense ou inglês veja as mesmas coisas como obstáculos a serem vencidos? Por que a maioria só vê uma imagem sombria do Brasil? Talvez não seja o ritmo constante de negatividade da mídia que ajuda a desmoralizar a população, mas a falta de fé na existência de soluções.”

“Falta de fé na existência de soluções”... suspeito que essa falta de fé não é causa, é conseqüência. Vejamos.

Se examinarmos a história do Brasil nos últimos quarenta anos veremos a sucessão de frustrações que nos levaram a essa falta de fé. No final do regime militar milhares de pessoas vão às ruas pelo Diretas Já, que o Congresso não aprova. Algum tempo depois conseguimos, de forma indireta, eleger um presidente civil: Tancredo Neves. Que morre antes de tomar posse. Seu substituto, Sarney, chega com um plano redentor, o Cruzado. E leva o Brasil ao maior período recessivo da história. Vem as eleições diretas e elegemos um jovem, Fernando Collor de Mello. Sua primeira ação é confiscar o dinheiro de todo mundo. E temos o primeiro impeachment da história. O sucessor, Itamar Franco, começa o governo relançando o Fusca, mas termina abrindo caminho para o Plano Real que finalmente coloca o Brasil nos eixos. FHC faz um ótimo primeiro mandato, mas o segundo termina em meio a acusações de “privataria”, compra de votos, etc. Frustrante. Vem Lula, com seu discurso pela ética. E oito anos de lambança. Nesses 40 anos a educação continuou em deterioração, a saúde é um escândalo, a violência é crescente, o trânsito torna-se caótico, a corrupção torna-se endêmica, os impostos crescem sem parar, a infraestrutura é uma piada, as enchentes de janeiro continuam matando, a seca do Nordeste idem, a Justiça não funciona... Ufa!

Mas é claro que também experimentamos melhorias. Somos um país em franco crescimento, temos o povo mais otimista do planeta, melhoramos a distribuição de renda, tirando milhões da miséria e temos ilhas de excelência. Mas os problemas básicos continuam sem solução, passando de geração para geração.

Não é natural que – após 40 anos - a conseqüência seja a tal “falta de fé na existência das soluções”?
É. Mas tenho uma visão diferente. Acredito que sabemos dos problemas e conhecemos as soluções. O que não temos é fé em nossa capacidade de implementar as soluções. Depois de 40 anos prometendo e não cumprindo, somos uma sociedade desconfiada, onde cada vez menos gente acredita nas instituições, nas leis ou nos outros. Daí a visão sombria e negativa.

Numa sociedade baseada na desconfiança, todo mundo é culpado.

Inclusive você!"

(Luciano Pires)