Como sempre, gosto de fazer uma lista dos livros que li no ano... 2012 não foi um ano muito produtivo para leitura devido ao número de atividades da faculdade. Mas mesmo assim, vou fazer a lista para não perder o costume :p
JANEIRO
Caninos Brancos - Jack London
O último Yeti – Alberto Melis
O Segredo do Lago Ness - Alberto Melis
A pérola do dragão - Alberto Melis
A magia do unicórnio - Alberto Melis
Qual o seu número? - Karyn Bosnak
FEVEREIRO
A Revolução dos Caranguejos - Carlos Heitor Cony
mãe judia, 1964 - moacyr scliar
Um voluntário da pátria - Zuenir Ventura
A mancha - Luis Fernando Verissimo
MAIO
Darmapada - Fernando Cacciatore de Garcia
Cultura da convergência - Henry Jenkins
JUNHO
Marketing Empreendedor - Org: Sérgio Moretti, Fernando César Lenzi, Fabrícia Durieux Zucco
O Encontro - Richard Paul Evans
Vira-Latas - Ediouro (Ed.)
AGOSTO
O Homem de Beijing - Henning Mankell
Quando Ela Se Foi - Harlan Coben
Marley & Eu - John Grogan
Quebra de Confiança - Harlan Coben
SETEMBRO
Nos Bastidores da Pixar - Jackson, Lynn; Capodagli, Bill
Nietzsche Para Estressados - Allan Percy
Meu amigo Michael - Frank Cascio
OUTUBRO
Desperte o Milionário que há em você - Carlos Wizard Martins
Empreendedorismo - As Regras do Jogo - Business Week
O que é Comunicação - Juan E. Díaz Bordenave
DEZEMBRO
Marketing Social - Philip Kotler, Eduardo L. Roberto
Marketing Social - Luiz Claudio Zenone
Liderança - Business Week
Jogada Mortal – Harlan Coben
Desaparecido Para Sempre – Harlan Coben
Confie em mim – Harlan Coben
Cilada - Harlan Coben
Sem Deixar Rastros - Harlan Coben
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Ler deveria ser proibido
Por Guiomar de Grammon
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal
de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para
realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo
insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o
homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me
deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro,
coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram
meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha
de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma
Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em
delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler
realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto
perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que
tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um
poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele
morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura,
ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao
trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da
imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a
extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o
conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que
necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que
dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o
inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que
devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode
estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é
devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a
imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos
fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem
acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há
algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas
por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar
desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades
cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais,
não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto
pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente.
Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e
civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência.
Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade
indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o
trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode
gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um
mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma
verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se
todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a
articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos
discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O
mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por
razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de
remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos
cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos
se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos
incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do
tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões
tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É
preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se
divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais
àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em
metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para
qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além
disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos
outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o
individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os
indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias.
Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a
leitura devia ser proibida.
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Resenhas de Livros
domingo, 11 de novembro de 2012
Comercial Santa Casa
Lindo comercial da Santa Casa
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Carrapatos e Catapultas no Cartoon
Para
o Carnaval, o Cartoon Network e o Discovery Kids planejaram novidades
em sua programação. As crianças poderão ver estreias e especiais em
ambos os canais desde a próxima sexta-feira (dia 17) até a terça-feira
da semana que vem (dia 21).
Quem começa a festa,
na sexta-feira, é o Discovery. Diariamente, das 12h às 13h, atrações
como "Gaspard e Lisa" e "Franklin" terão a dança como pano de fundo de
suas peripécias. Estão programados ainda episódios de "Mecanimais" (no
dia 20), em que a equipe tentará resolver um mistério envolvendo
personagens que pararam de dançar, e de "O Gatola da Cartola Tem de Tudo
na Cachola" (no dia 21), no qual o gato irá ajudar os amigos a ensaiar
para uma apresentação.
Já o Cartoon terá uma
programação especial durante esse período, a partir das 8h até as 18h. O
sábado de Carnaval vai marcar a estreia de uma aventura inédita da
"Turma da Mônica", às 9h, e também de duas novas séries animadas, às
10h. Enquanto "Tromba Trem" apresenta três animais que viajam de trem
pela América Latina, "Carrapatos e Catapultas" trará seres de outra
galáxia com a obsessão de morar no Mundo dos Carrapatos Fantasmas.
No
mesmo dia, às 11h, o curta "Johnny Bravo vai para Bollywood", irá
mostrar o conhecido personagem tentando se dar bem na Índia. Além disso,
desenhos conhecidos da garotada como 'Hora da Aventura" e "O show dos
Looney Tunes" também estão certos na grade do Cartoon.
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Música/TV
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Resenha: Precisamos falar sobre o Kevin
No último final de semana eu assiti em um comercial
do Tele Cine o trailler do filme Precisamos Falar sobre o Kevin. Antes
mesmo de aparecer o nome, comentei com meu namorado “parece precisamos
falar sobre Kevin... É! Tenho certeza que é. Que lindo! Preciso ver!”.
Na verdade meu entusiamo foi maior, pois já li o livro.
O
livro é narrado por Lionel Shriver e ela conta a história Eva, mãe de
Kevin e dele, desde um pouco antes do seu nascimento, até depois de ele
estar preso. Passando por tudo, desde que o casal de apaixona, quando
ele diz que quer ter filhos, mas ela rejeita, até que a gravidez
acontece.
Lionel tem de conviver com o estranho
comportamento do filho por vários anos, sem saber “o que se passa com
ele”. Um menino entediado e extremamente cruel que adorava aterrorizar
vizinhos e babás. Até que um dia, aos 15 anos, Kevin mata 11 pessoas,
entre colegas da escola e seus familiares.
Enquanto
ele cumpre pena, sua mãe ainda tenta entender o que aconteceu de errado
com o filho, e principalmente se sente culpada. Tenta seguir a vida
normalmente, apesar dos olhares tortos na rua e fugindo do escândalo.
Mesmo sendo difícil, Eva visita Kevin a cada 15 dias.
Foi
através de Lionel que Eva resolve contar tudo (literalmente) que
aconteceu, tanto no dia do massacre, quanto na sua vida e na de Kevin.
Em
2005 o romance recebeu o Prêmio Orange e a interpretação de Tilda
Swinton (vive Eva no filme) rendeu a ela a indicação ao Globo de Ouro e
ao Befta de melhor atriz.
Pelo trailler o filme parece seguir fielmente o livro e quero muito assistir!
"Um
livro obrigatório por inúmeras razões; uma bofetada a cada página.
Nunca gostei de apanhar, mas esse livro me nocauteou e ainda terminei
dizendo quero mais."
"Utilizar
acontecimentos das primeiras páginas sempre foi um desafio para os
ficcionistas. A culpada Eva Khatchadourian escava sua própria história, a
de seu filho e a da nação em busca dos responsáveis. Sua sinceridade e
impetuosidade sustentam a narrativa. É um romance impressionante."
"Surpreendente...
um livro sobre a perigosa distância que existe entre o que sentimos e o
que estamos de fato preparados para admitir em relação à vida em
família. A sátira de Shriver sobre famílias centradas em crianças e
capitaneadas por adultos bufões cuja vida intelectual, para não citar a
vida erótica, está em pedaços não poderia ser mais oportuna."
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